May 29 2011

A Trilha Sonora na Película e o Dolby Stereo

 

Muitas vezes na realidade brasileira o nome “trilha sonora” é confundido ou associado ao conjunto de peças musicais de um produto audiovisual, ou seja, a trilha musical. Acredito que isso de certa forma restringe a compreensão e a reflexão sobre a complexidade e importância da produção sonora como um todo no cinema. Vale ressaltar que a trilha, ou banda sonora, pode ser composta de música, vozes, ruídos de ambiente, ruídos de efeito e ruídos de sala (foley). Ou seja, tudo que é audível no filme. Não esquecendo do silêncio que também é um elemento importante. 

Deixando de lado essa questão cultural… Em relação aos sistemas de distribuição espacial das fontes sonoras, o formato 5.1 é o mais conhecido e é a configuração multicanal quase que padrão nas salas de cinema hoje. Mas o que acho bem curioso é o funcionamento do Dolby Stereo. Tudo bem que com a instauração do cinema digital e o “fim” da película esse sistema ficará obsoleto, mas vale a curiosidade.

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May 25 2011

A Audiovisão

Hoje fiquei muito contente em saber que o livro mais famoso do pesquisador mais famoso na contemporaneidade que estuda o som e a articulação audiovisual no cinema, finalmente ganhou uma edição em português. L’audiovision do francês Michel Chion. Tudo bem que é uma versão em português de Portugal, mas creio que com toda essa reforma ortográfica que passamos a pouco tempo atrás tudo ficará mais fácil.

Desde sua primeira edição em francês, o livro havia sido traduzido em castelhano, italiano e inglês. Michel Chion é professor da Sorbonne e é o pesquisador mais citado em congressos e trabalhos acadêmicos brasileiros atualmente. De fato é leitura obrigatória!

E claro, já está “linkado” na nossa sessão de Livros do menu Pesquisas.


May 20 2011

Debate: “O Som no Audiovisual – da Pré a Pós-produção”

Em maio deste ano, na Semana ABC (Associação Brasileira de Cinematografia), foi realizado um interessante debate: “O Som no Audiovisual – da Pré a Pós produção” com a participação da editora de som Maria Muricy, do diretor de fotografia Nonato Estrela, da coordenadora de pós-produção Silvia Ramos e do profissional de som Jorge Saldanha. A mesa foi coordenada por Carlos Klachquin, consultor da Dolby.

Discutiu-se sobre a produção sonora no audiovisual, as dificuldades dos profissionais de som no cinema brasileiro contemporâneo, a relação entre os profissionais no set, a preparação do set de filmagem, a importância da comunicação entre os profissionais e das reuniões de análise do roteiro, a importância de um pensamento sonoro presente desde o início do projeto, dentre outras questões de extrema relevância para o desenvolvimento da produção cinematográfica brasileira.

Assista o debate da Semana ABC 2011: Continue lendo


May 14 2011

Entrevista com Ricardo Cutz: Som de Filme

Ricardo Cutz

Foto: Mauricio Shirakawa / Estúdio: JLS Facilidades Sonoras – Estúdio A.

 

Artesãos do Som: Conte sobre sua trajetória como profissional de cinema.

Ricardo Cutz: Comecei a trabalhar com audiovisual em 1999 na ZB Facilities, no Rio de Janeiro. Depois em 2001, colaborando com Denilson Campos participei da edição de som de alguns documentários importantes como “Edifício Master”, de Eduardo Coutinho ou ainda “Os Pantaneiros” de Zé Padilha e Marcos Prado, ainda em 2001. O Primeiro longa que eu mixei foi “A festa da Menina Morta” de Matheus Nachtergaele, que foi apresentado em Cannes, na mostra Un Certain Regard de 2008 e depois entrou em cartaz no Brasil. Em 2009 fui o supervisor de edição de som e mixador do “Segurança Nacional” (de Roberto Carminati), que editei o som junto com Jesse Marmo e Vinícius Leal; fui supervisor de edição de som de “O Bem Amado” (de Guel Arraes) que editei junto com Jorge Saldanha. Continue lendo


May 12 2011

Sincronia: A Claquete e o BIP

A sincronia entre imagens e sons gravados separadamente durante as filmagens é facilitada pela boa e velha claquete. Além de conter detalhes e informações sobre a filmagem, o ato da batida da claquete gera o ponto de referência para o sincronismo. O montador ou seu assistente posicionarão então o áudio da batida captado pelo gravador no frame exato de fechamento da claquete presente na imagem.

Com o material montado que será enviado para a equipe de pós-produção de som “perde-se” essa referência de sincronia. Entra em cena a “claquete” da pós-produção: o famoso BIP de início e fim. Na imagem, a palavra “BIP” é inserida no 48˚ frame anterior ao primeiro frame de imagem útil do filme e no 48˚ frame depois do último frame de imagem útil do filme montado. Já no áudio, o BIP é um sinal da frequência de 1000 Hz (1KHz) a -20 dB de intensidade e com duração exata de um frame.
Esses referenciais são a garantia da sincronização do material audiovisual ao longo do trabalho de pós-produção de imagem e som de um filme. Dois interessantes textos que dão mais dicas e exploram melhor esse assunto são:

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