Jul 27 2013

As Vozes do Mundo Natural

Bernie Krause é pesquisador de bioacústica e vem ajudando a definir a estrutura da ecologia das paisagens sonoras pelo mundo. Além de performer de música eletrônica, é fundador do Wild Sanctuary (organização dedicada a gravação e arquivamento de sons naturais). Neste vídeo, uma palestra para a fundação TED, Bernie Krause trás informações surpreendentes sobre a importância do campo da ecologia da paisagem sonora, demonstrando o quanto o impacto da extração de recursos, do barulho humano e da destruição do hábitat pode afetar toda a saúde ambiental global.

Em suas palavras:

Onde as ciências ambientais tipicamente tentaram entender o mundo a partir do que vemos, uma compreensão muito mais completa pode ser obtida daquilo que ouvimos. Biofonias e geofonias são as assinaturas sonoras do mundo natural, e enquanto nós as ouvirmos, estaremos dotados com um senso de lugar, a verdadeira história do mundo em que vivemos. Em questão de segundos, uma paisagem sonora revela muito mais informação de muitas perspectivas: de dados quantificáveis a inspiração cultural. A captura visual implicitamente estrutura uma perspectiva frontal limitada de um dado contexto espacial, enquanto que as paisagens sonoras alargam esse âmbito para 360 graus, envolvendo-nos completamente. E enquanto uma fotografia vale por 1000 palavras, uma paisagem sonora vale por 1000 fotografias.


Jul 18 2013

Documentário “A Cor do Som”

O documentário A Cor do Som, dirigido por Vicent Hunter e produzido pela La Belle Allée Productions, propõe uma viagem sônica se tornando mais uma oportunidade para a melhor compreensão do universo sonoro que nos cerca. O documentário destaca o mundo do audível através de seus aspectos fisiológicos, do caráter espiritual do som e sua importância nas religiões, do Projeto de Paisagem Sonora Mundial (The World Soundscape Project) fundado por Murray Schafer, da relação do som com o movimento do corpo, do som no cinema, de gravações de campo (field recording), etc.

Infelizmente esta versão está dublada com alguns erros de tradução. O termo loudness por exemplo, é traduzido como “altura”. Mas sabemos que “altura” está relacionado à frequência do som, à qualidade do som em ser mais agudo ou mais grave. Diferente de loudness, que está relacionado à intensidade sonora, ou ao “volume” do som. Fora isso, o documentário trás reflexões interessantes.

Boa sessão!


Jul 12 2013

Dia Mundial da Escuta 2013

The World Listening Day ou o Dia Mundial da Escuta está chegando! É um projeto da organização sem fins lucrativos World Listening Project (WLP) que dedica-se à compreensão do mundo e seus aspectos ambientais, culturais e sociais através de práticas de escuta e gravações de paisagens sonoras. Apoiada pela American Society for Acustic Ecology, a WLP foi fundada em 2008 e convida você a participar na próxima quinta-feira, dia 18 de julho, do Dia Mundial da Escuta 2013.

A intenção é celebrar a prática da escuta e como ela se relaciona com o mundo que nos rodeia, com a consciência ambiental e com a ecologia acústica; aumentar a conscientização sobre questões relacionadas com o Projeto de Paisagem Sonora Mundial (The World Soundscape Project), o Fórum Mundial de Ecologia Acústica, o World Listening Project; e projetar ou implementar iniciativas educacionais que exploram esses conceitos e práticas.

O dia 18 de julho foi escolhido para o Dia Mundial da Escuta pois é o dia do aniversário de Murray Schafer, compositor canadense e um dos fundadores do movimento de Ecologia Acústica. Schafer é diretor do Projeto de Paisagem Sonora Mundial (The World Soundscape Project), e autor de livros como A Afinação do Mundo e O Ouvido Pensante.

 Algumas maneiras de participar: Continue lendo


Jul 2 2013

Entrevista com a editora de som francesa Cecile Chagnaud

Cecile Chagnaud é uma montadora, editora de som e fotógrafa francesa que recentemente esteve no Brasil para um bate-papo realizado no Museu de Imagem e Som de São Paulo sobre o trabalho com o som no cinema. Na ocasião houve também a exibição do filme A Loucura de Almayer (Chantal Akerman, 2011), no qual Cecile foi responsável pela edição de som. Artesãos do Som esteve lá e registrou algumas palavras da profissional francesa.

 

Artesãos do Som: Como e quando você começou a trabalhar ou a se especializar em som pra cinema?

Cecile Chagnaud: Eu estudei Etnologia. Depois estudei montagem na FEMIS e no último ano fiz um estágio para me especializar em montagem de som, sobre os equipamentos necessários de montagem virtual (Solid State Logic, depois AKAI DD1500 Digital Audio Workstation e depois Pro Tools). Fiz também estágios no IRCAM sobre os softwares Audio Scult e Max MSP que me abriram novos horizontes ao adentrar mais nas especificidades do som, em uma aproximação mais musical. Cheguei a criar sons e componentes musicais para espetáculos ao vivo (com atores e público), como por exemplo, em espetáculos de Penelope Hausserman.

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