Apr 29 2013

Semana ABC 2013

De 08 a 10 de maio a Associação Brasileira de Cinematografia apresenta a Semana ABC 2013. Com uma programação recheada de conferências, painéis e debates com personalidades de diversas áreas do cinema do Brasil e do exterior, o evento acontece na Cinemateca Brasileira em São Paulo e é aberto ao público com entrada franca (serão distribuidas senhas uma hora antes de cada mesa).

Neste ano o som ganha destaque especial, sendo contemplado com uma mesa dedicada ao Pensamento Sonoro no Cinema Brasileiro Contemporâneo, uma master class sobre a arte do foley com uma artista internacional, e mais duas mesas contando com a participação de dois mixadores* brasileiros de renome e o consultor da Dolby no Brasil. Seguem mais informações:

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Apr 27 2013

Softwares Livres de Áudio

Apesar de existirem atualmente dois softwares padrões para a produção sonora cinematográfica: Pro Tools para edição de som e mixagem, e Logic para produção musical; outras ferramentas úteis de produção de áudio estão disponíveis em software livre. Como exemplo, temos o complexo [PD] Pure Data que recentemente tem sido alvo de discussão no portal designingsound.org, o criativo Super Flash Bros voltado para som de games, além de outros já mais conhecidos como Ardour e Audacity. Com a ideia de agregar essas possibilidades alternativas de gravação, edição, programação, mixagem, etc, criamos no Artesãos do Som o link “Softwares Livres de Áudioonde encontra-se o acesso para esses e outros programas de uso livre.

Aproveitem!

 


Apr 19 2013

O Som de “Uma História de Amor e Fúria” – Entrevista com Alessandro Laroca e Eduardo Virmond

 

Artesãos do Som* conversou com os supervisores de edição de som Alessandro Laroca e Eduardo Virmond sobre o trabalho sonoro no longa de animação Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi. Nessa entrevista, Laroca e Virmond falam sobre o desafio de criar os sons de um filme que se passa em quatro épocas distintas, sobre as peculiaridades do trabalho de som para animação e sobre a metodologia de trabalho empregada no 1927 Audio, estúdio onde os dois são sócios, e que é um dos mais importantes centros de pós-produção sonora do país.

 

Artesãos do Som: Como é que surgiu a proposta de trabalhar no filme?

Alessandro Laroca: Esse é um projeto bem antigo. Em que ano mesmo ele apareceu para gente, Eduardo?

Eduardo Virmond: Acho que ele surgiu logo depois do Tropa de Elite 2, em 2010. A pré-estréia do Tropa coincidiu com a primeira reunião em Curitiba do Uma História de Amor e Fúria. A gente encontrou com a Helena (Maura) que, a essa altura, já estava montando o filme. O filme é dividido em 4 períodos, 4 episódios. Nesse momento, os episódios 2 e 3 já estavam bem adiantados. O primeiro só tinha uns animatics e o quarto não existia ainda.

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Apr 16 2013

Entrevista com o Sonidista Guido Berenblum

Após ter participado do seminário “O Som no Cinema Contemporâneo: conceitos e novas tecnologias”, na Semana ABC 2012, o diretor de som argentino Guido Berenblum nos falou sobre a importância de pensar a sonoridade de um filme durante todo o processo da sua criação. No seminário, que aconteceu na Cinemateca Brasileira em São Paulo no dia 11 de maio de 2012, Berenblum destacou partes do roteiro do filme O Pântano (2001), escrito e dirigido pela cineasta Lucrecia Martel, nos quais apareciam indicações sonoras concretas. Segundo Berenblum, o trabalho de um diretor de som perpassa pela concretização dessas indicações sonoras do roteiro, pela definição das escolhas técnicas e de um fluxo de trabalho com o som ao longo do processo criativo do filme. Conversas prévias à gravação do som podem, antes de tudo, definir um “modo de acercarse” uma opção estética para o filme que inclua os sons.

Técnico de som direto e editor de som cinematográfico, Guido Berenblum é diretor de som dos filmes A Mulher Sem Cabeça (2008) e A Menina Santa (2004) da cineasta Lucrecia Martel; Café dos Maestros (2008) de Miguel Kohan; Hamaca Paraguaya (2006) de Paz Encina; Los Guantes Magicos (2003) de Martin Rejtman; Garage Olimpo (1998) de Marco Bechis, entre outros. Ministra a oficina “Edição de Som em Formato 5.1”, na Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños (EICTV) desde 2010.

Em conjunção à conversa inicial, anexamos uma segunda parte da entrevista, realizada em Buenos Aires (julho de 2012), na qual Berenblum falou sobre temas relacionados ao uso do som nas películas em que trabalhou como diretor de som, sobre o início da sua carreira profissional e sobre sua parceria com a cineasta Lucrecia Martel.

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Apr 9 2013

O Som Sem Barreira

O documentário “Geraldo José – O som sem barreira” (Severino Dadá, 2002) entra na lista daqueles filmes que merecem ser resgatados. De certa forma complementando o material contido em “A Construção do Som” (José Carlos Asbeg, 1980), a trajetória de um dos maiores artesãos do som do cinema brasileiro é então evidenciada.

Segue o único trecho do filme que está disponível na internet. Curto, porém interessante.