May 19 2013

Assista as mesas da Semana ABC 2013

Já estão disponíveis para visualização online as mesas da Semana ABC 2013 que aconteceu de 08 a 10 de maio na Cinemateca Brasileira em São Paulo. Promovida pela Associação Brasileira de Cinematografia, a Semana ABC é uma oportunidade única no país de reunião de personalidades de diversas áreas do cinema refletindo sobre o seu mercado de trabalho. Proporcionando também debates, conferências, painéis e master classes que contribuem diretamente para o progresso do cinema brasileiro.

Este ano o som foi um destaque, sendo contemplado com uma mesa dedicada ao Pensamento Sonoro no Cinema Brasileiro Contemporâneo e uma master class sobre a arte do foley. Abaixo, a mesa sobre o Pensamento Sonoro no Cinema Brasileiro Contemporâneo com a mediação do editor de som, pesquisador, professor e realizador deste site, Bernardo Marquez. E a participação dos convidados Kleber Mendonça Filho (diretor de “O Som ao Redor“, roteirista e crítico de cinema), Carlos Alberto Mattos (crítico de cinema e editor da revista Filme Cultura O Som Nosso de Cada Filme“) e Ricardo Reis “Chuí” (supervisor e editor de som).

Para acessar as demais mesas, basta clicar no link: Assista as mesas da Semana ABC 2013 na íntegra.

 

PS: não foi possível fazer o upload da Master ClassA Arte do Foley” no youtube devido ao fato desta possuir conteúdos audiovisuais bloqueados pelos seus administradores. Mesmo assim, é possível assisti-la no mesmo link: Assista as mesas da Semana ABC 2013 na íntegra.

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Apr 29 2013

Semana ABC 2013

De 08 a 10 de maio a Associação Brasileira de Cinematografia apresenta a Semana ABC 2013. Com uma programação recheada de conferências, painéis e debates com personalidades de diversas áreas do cinema do Brasil e do exterior, o evento acontece na Cinemateca Brasileira em São Paulo e é aberto ao público com entrada franca (serão distribuidas senhas uma hora antes de cada mesa).

Neste ano o som ganha destaque especial, sendo contemplado com uma mesa dedicada ao Pensamento Sonoro no Cinema Brasileiro Contemporâneo, uma master class sobre a arte do foley com uma artista internacional, e mais duas mesas contando com a participação de dois mixadores* brasileiros de renome e o consultor da Dolby no Brasil. Seguem mais informações:

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Apr 27 2013

Softwares Livres de Áudio

Apesar de existirem atualmente dois softwares padrões para a produção sonora cinematográfica: Pro Tools para edição de som e mixagem, e Logic para produção musical; outras ferramentas úteis de produção de áudio estão disponíveis em software livre. Como exemplo, temos o complexo [PD] Pure Data que recentemente tem sido alvo de discussão no portal designingsound.org, o criativo Super Flash Bros voltado para som de games, além de outros já mais conhecidos como Ardour e Audacity. Com a ideia de agregar essas possibilidades alternativas de gravação, edição, programação, mixagem, etc, criamos no Artesãos do Som o link ”Softwares Livres de Áudioonde encontra-se o acesso para esses e outros programas de uso livre.

Aproveitem!

 


Apr 19 2013

O Som de “Uma História de Amor e Fúria” – Entrevista com Alessandro Laroca e Eduardo Virmond

 

Artesãos do Som* conversou com os supervisores de edição de som Alessandro Laroca e Eduardo Virmond sobre o trabalho sonoro no longa de animação Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi. Nessa entrevista, Laroca e Virmond falam sobre o desafio de criar os sons de um filme que se passa em quatro épocas distintas, sobre as peculiaridades do trabalho de som para animação e sobre a metodologia de trabalho empregada no 1927 Audio, estúdio onde os dois são sócios, e que é um dos mais importantes centros de pós-produção sonora do país.

 

Artesãos do Som: Como é que surgiu a proposta de trabalhar no filme?

Alessandro Laroca: Esse é um projeto bem antigo. Em que ano mesmo ele apareceu para gente, Eduardo?

Eduardo Virmond: Acho que ele surgiu logo depois do Tropa de Elite 2, em 2010. A pré-estréia do Tropa coincidiu com a primeira reunião em Curitiba do Uma História de Amor e Fúria. A gente encontrou com a Helena (Maura) que, a essa altura, já estava montando o filme. O filme é dividido em 4 períodos, 4 episódios. Nesse momento, os episódios 2 e 3 já estavam bem adiantados. O primeiro só tinha uns animatics e o quarto não existia ainda.

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Apr 16 2013

Entrevista com o Sonidista Guido Berenblum

Após ter participado do seminário “O Som no Cinema Contemporâneo: conceitos e novas tecnologias”, na Semana ABC 2012, o diretor de som argentino Guido Berenblum nos falou sobre a importância de pensar a sonoridade de um filme durante todo o processo da sua criação. No seminário, que aconteceu na Cinemateca Brasileira em São Paulo no dia 11 de maio de 2012, Berenblum destacou partes do roteiro do filme O Pântano (2001), escrito e dirigido pela cineasta Lucrecia Martel, nos quais apareciam indicações sonoras concretas. Segundo Berenblum, o trabalho de um diretor de som perpassa pela concretização dessas indicações sonoras do roteiro, pela definição das escolhas técnicas e de um fluxo de trabalho com o som ao longo do processo criativo do filme. Conversas prévias à gravação do som podem, antes de tudo, definir um “modo de acercarse” uma opção estética para o filme que inclua os sons.

Técnico de som direto e editor de som cinematográfico, Guido Berenblum é diretor de som dos filmes A Mulher Sem Cabeça (2008) e A Menina Santa (2004) da cineasta Lucrecia Martel; Café dos Maestros (2008) de Miguel Kohan; Hamaca Paraguaya (2006) de Paz Encina; Los Guantes Magicos (2003) de Martin Rejtman; Garage Olimpo (1998) de Marco Bechis, entre outros. Ministra a oficina “Edição de Som em Formato 5.1”, na Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños (EICTV) desde 2010.

Em conjunção à conversa inicial, anexamos uma segunda parte da entrevista, realizada em Buenos Aires (julho de 2012), na qual Berenblum falou sobre temas relacionados ao uso do som nas películas em que trabalhou como diretor de som, sobre o início da sua carreira profissional e sobre sua parceria com a cineasta Lucrecia Martel.

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Apr 9 2013

O Som Sem Barreira

O documentário “Geraldo José - O som sem barreira” (Severino Dadá, 2002) entra na lista daqueles filmes que merecem ser resgatados. De certa forma complementando o material contido em ”A Construção do Som” (José Carlos Asbeg, 1980), a trajetória de um dos maiores artesãos do som do cinema brasileiro é então evidenciada.

Segue o único trecho do filme que está disponível na internet. Curto, porém interessante.


Mar 30 2013

Time Code

Como forma de complementar o postSincronia: A Claquete e o Bip e desbravar um pouco de uma das questões mais obscuras e incompreendidas da produção audiovisual, decidi reproduzir aqui a tradução de um texto bem didático sobre Time Code. Aproveitei também para fazer algumas notas práticas ao final e disponibilizar um vídeo ensinando como “jammear” uma claquete eletrônica.

TIME CODE
TRADUÇÃO DE ARTIGO DA REVISTA MIX, DE ABRIL DE 1993, DE AUTORIA DE JIM TANENBAUM, C.A.S.

O time code foi desenvolvido originalmente para designar cada frame de um programa de vídeo para a edição e controle do tempo da transmissão. Depois o time code foi adaptado para o uso em cinema. Numa filmagem, o time code é usado para tornar o processo de sincronização de som e imagem mais fácil – especialmente na telecinagem – e para sincronizar a música do playback durante a filmagem. Na pós-produção, o time code pode ser usado na montagem e para sincronizar os vários elementos do filme nos efeitos de som e música.

O time code é simplesmente uma informação que pode ser exibida ou representada em vários formatos. Dentro dos equipamentos, é um sinal eletrônico dentro da freqüência de áudio, que representa um número binário. Ele pode ser codificado dentro do sinal de vídeo ou carregado separadamente, como um sinal de áudio. Para os humanos, a informação de time code pode aparecer num leitor como números decimais convencionais. No filme, ele pode ser um código de barras, ou outro padrão (ou números reais) expostos entre as perfurações e o canto do negativo, fora da área da imagem.
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Mar 23 2013

Alerta: Arma Sônica

Tirem seus protetores auriculares do armário!

O “dispositivo de longo alcance acústico” conhecido pela sigla LRAD (Long Range Acoustic Device), é um equipamento que emite um intenso ruído de alta freqüência e que pode causar lesões auriculares permanentes em distâncias próximas. O emprego do LRAD vem sendo explorado também pelas forças de segurança do mundo inteiro como uma potente arma sonora não-letal utilizada para o “controle” de multidões. No Brasil, foi usada pela primeira vez esta semana para conter os manifestantes diante da desocupação da Aldeia Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro. No vídeo abaixo você confere o momento em que a policia militar carioca utiliza o LRAD

 

Woody Norrys é o norte-americano inventor do LRAD. Ele também desenvolve outros projetos que tratam o som de maneira inovadora, como pode ser notado em sua palestra para a fundação TED:

 
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Mar 18 2013

Alquimistas do Som

Alquimistas do Som (Renato Levi, 2003) é um documentário sobre a experimentação na MPB. Alguns dos mais importantes músicos brasileiros comentam, em depoimentos exclusivos, suas incursões no experimentalismo: as origens, as motivações e as consequencias para a sua obra e para a linha evolutiva da MPB.”

Confira o excelente documentário “Alquimistas do Som” na íntegra abaixo:



Mar 17 2013

Operário Criador: Projeção Digital

O Operário Criador está de volta! Desta vez abordando o polêmico tema da chegada da projeção digital:

“A transição da projeção tradicional em película para o modelo de projeção digital, ou DCP (Digital Cinema Package) tem se mostrado bem conturbada. Discrepâncias de cor, contraste e problemas com o som tem sido reportados com frequência pelos profissionais que acompanham as projeções de seus trabalhos. No momento, a total falta de padrão tem deixado fotógrafos e realizadores de cabelo em pé. Para o povo do som o problema não é novo, mas a entrada dos fotógrafos na linha de frente da batalha promete esquentar a discussão em torno da falta de qualidade e de padronização das salas de projeção pelo Brasil a fora. Briga de cachorro grande.”

 Mais em: Som de Filmes