Aug 17 2015

Livro: Como Fazer o Som de um Filme de Carlos Abbate

Carlos Abbate

BOAS NOTÍCIAS PARA O MUNDO SONORO CINEMATOGRÁFICO!

Um ano depois de seu lançamento em espanhol, na Argentina, Carlos Abbate lança seu livro em português em São Paulo, dia 27 de agosto às 18hs no MIS, dentro da programação do 26o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

No dia 05 de setembro estará em Conservatória/RJ, dentro da programação do 9º Festival Cine Música e do III Encontro Nacional de Profissionais de Som do Cinema Brasileiro, para uma sessão de autógrafos e para participar da mesa de debate “Som e Montagem: interação técnica e conceitual” com Karen Akerman, Ricardo Pretti, Vanessa Marques e mediação de Maria Byington.

Resenha do livro:

É, o mundo não está perdido mesmo, e às vezes chegam boas notícias. Uma delas é o lançamento de um livro sobre a realização sonora no cinema, assunto raro de se encontrar nas bibliografias sobre o tema. E o mais legal dessa notícia é que este livro foi o escolhido para inaugurar um projeto de edições próprias da ENERC (Escuela Nacional de Experimentación y Realización Cinematográfica) e que teve o apoio do INCAA (Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales) lá na Argentina.

O livro foi escrito por Carlos Abbate, coordenador do curso de Som dessa importante escola de cinema e um dos mais reconhecidos diretores de som argentinos, tendo em seu currículo filmes como O Filho da Noiva (J. J Campanella), A Prostituta e a Baleia (Luiz Puenzo), Kamchatka (M. Pineyro), entre outros. Continue lendo


Dec 11 2014

Catálogo Cine Música 2014

Está disponível para apreciação e consulta o Catálogo CineMúsica 2014. Catálogo que contém um valioso e histórico material de extrema importância para o desenvolvimento do cinema nacional. Destaque para a transcrição das mesas do I Encontro Nacional de Profissionais de Som do Cinema Brasileiro, o texto “Onde foi parar a história do cinema brasileiro?” de Alexandre Sobral sobre a questão atual da restauração do som de filmes, e uma diversidade de informações sobre processos de criação e de trabalhos sonoros em filmes contados pelos especialistas da área.

Boa leitura!

Catálogo CineMúsica 2014


Apr 29 2014

Introdução ao Desenho de Som

Introducao ao desenho de som

A  Semana ABC 2014 que acontece de 07 a 09 de maio na Cinemateca Brasileira em São Paulo, trás este ano em paralelo à sua programação, um espaço para divulgação e lançamento de livros ligados a área do audiovisual. Em destaque, o lançamento do livro: “Introdução ao Desenho de Som: uma sistematização aplicada na análise do longa-metragem Ensaio sobre a Cegueira” de Debora Opolski.

“O livro apresenta uma reflexão sobre um processo de construção do desenho de som. Estruturado sob a forma de relato de experiência e análise comparativa, discute o processo de criação sonora, levantando a questão da contribuição do desenho de som para o discurso narrativo cinematográfico.

Dividido em duas partes, temos na primeira uma explicação de um processo de edição de som de forma detalhada, discutindo a importância da pós-produção e a influência que esta exerce sobre o modo como o filme é percebido pelo espectador. Apresenta métodos e objetivos para edição de diálogos, foley e efeitos sonoros. 

Na sequência, temos a análise da pós-produção de som do filme Ensaio sobre a Cegueira, nos ambientes nos sound effects, e na música. O leitor encontrará cenas, situações, processos e eventos específicos, em que as técnicas e a aplicabilidade de cada elemento podem ser observadas com detalhes.”


Feb 22 2014

A Experiência do Cinema de Lucrecia Martel

A experiência do cinema de Lucrecia Martel

A Experiência do Cinema de Lucrecia Martel: resíduos do tempo e sons à beira da piscina (Ed. Alameda, 2014) é o mais recente livro nacional dedicado à reflexão sobre o som cinematográfico. A autoria é da pesquisadora Natalia Christofoletti Barrenha.

“Este é um livro de alguém que sabe escutar. É habitual encontrar críticos que saibam ver, mas é muito mais raro encontrar um crítico que saiba escutar. E este é um desses casos, porque quando Natalia escreve que “as pessoas são fragmentadas pelo enquadramento – os corpos se insinuam mais do que mostram, tal como os personagens sussurram mais do que verdadeiramente falam”, lê nesse sussurro uma lógica do desejo, das crenças e das classes sociais.

E faz com que o leitor perceba como, em um som, podem ser notados diferentes níveis de sentido. Porque, como vemos no livro, “o som é a melhor maneira de compartilhar a percepção de alguém”. Guiando-se no labirinto de Lucrecia Martel só pela massa de sons, a autora analisa a família e o catolicismo, chaves no mundo de Martel. E, de um modo mais inesperado, a influência dos westerns e dos filmes de terror e de classe B, o peso das narrativas orais de Salta e o diálogo com a literatura de Horacio Quiroga e Silvina Ocampo.

Este livro, de todos os modos, não se disfruta somente como crítica de cinema. Também pode ser lido como estudo de crítica comparada: não no sentido de que confronta a filmografia de dois países (Brasil e Argentina), mas em um sentido muito mais profundo. É o olhar de uma brasileira sobre a obra fílmica de uma diretora argentina. Sem declarações nem falsos dramatismos, Natalia observa e escuta com o frescor de uma estrangeira e a sabedoria de quem entende de cinema.”

Sobre a autora: Natalia Christofoletti Barrenha é doutoranda do programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no qual também desenvolveu sua pesquisa de mestrado – origem deste livro. É graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/ Bauru).


Feb 17 2014

Sobre Som e Narrativa

Em maio de 2013 a cineasta argentina Lucrecia Martel, conhecida por realizar filmes com sofisticadas relações audiovisuais e estar sempre atenta ao potencial do elemento sonoro em suas obras desde o roteiro, realizou um workshop no 5° Encontro Ficção Viva em Curitiba-PR com a seguinte descrição:


“Imersos no ar, como em uma grande piscina vazia de água, assim estamos. Nós crescemos entre conversas, ondas que viajam através do ar e nos rodeiam, nos atravessam. Mas nós consagramos nosso tempo ao olho. Existe uma maneira de construir o cinema a partir do som e, de todos os sons, aquele da língua mãe. Breve referência à construção do espaço visual baseado no som, e à escrita do roteiro em camadas.”
Lucrecia Martel


O projeto Ficção Viva publicou recentemente a transcrição deste workshop que está disponível para visualização online. Mais um rico material de consulta para aqueles que valorizam e querem expandir as possiblidades de criação audiovisual no cinema.