32 anos após o lançamento do dossiê “Som e Cinema” naedição 37da RevistaFilme Cultura(considerado uma das primeiras publicações brasileiras centradas especificamente na discussão sobre o som cinematográfico), as configurações sonoras do cinema nacional estão novamente em pauta em suaedição de número 58.
“O Som Nosso de Cada Filme” é uma grande homenagem ao universo sonoro cinematográfico brasileiro e conta com artigos de estudiosos e profissionais do som no país; uma entrevista exclusiva comMichel Chion, o mais famoso teórico do assunto; além de uma diversidade de materiais que colaboram para a ampliação da consciência sonora na “sétima arte”.
Resgatando a edição de abril de 2012 da revistaÁudio Música & Tecnologiaonde foi destaque uma matéria sobre os bastidores da produção sonora do filme2 Coelhos(Afonso Poyart, 2012). Clique na imagem abaixo para acessar a versão eletrônica da revista e conferir a matéria na íntegra nas páginas 74 a 82.
Saiu na última edição daRevista Produção Áudioum artigo escrito porLuiz Adelmo Manzanosobre os sistemas de som surround para cinema 3D e as novas faces da imersão sonora cinematográfica. Clique na imagem abaixo para acessar a versão eletrônica da revista e conferir a matéria na íntegra nas páginas 32 a 34.
“A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora. É uma atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica, que transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos.
A banda internacional, também conhecida como M&E (Music and Effects), consiste na versão da trilha sonora de um filme mixada sem as vozes (falas, diálogos, vozerios). Contendo apenas música e ruídos (ambientes, efeitos especiais e foley), a banda internacional é realizada para permitir a dublagem do filme em outras línguas.
Sendo esta uma das formas estabelecidas para deixar os produtos audiovisuais mais acessíveis ao grande público estrangeiro, todo um mercado de dublagem movimenta-se para essa finalidade. Neste vídeo você conhece um pouco melhor sobre como é realizado o processo de dublagem de um filme, tendo como referência o trabalho que era realizado nos hoje extindos estúdios da Álamo.
AABC (Associação Brasileira de Cinematografia), que tem como associados os técnicos responsáveis pela criação da imagem e som do audiovisual brasileiro, vem a público manifestar sua crescente preocupação com a forma com que os seus trabalhos vem sendo apresentados ao público, e propor uma ampla discussão ao longo de toda a cadeia produtiva (técnicos, produtores, realizadores, finalizadores, distribuidores, laboratórios, imprensa especializada, autoridades e instituições do cinema).
Esta iniciativa ganhou urgência face aos problemas técnicos constatados pelaABCdurante a exibição de muitos filmes nas últimas edições dos principais festivais e mostras realizadas no Brasil, e também na divulgação pelas emissoras de televisão, e tem por objetivo buscar, em conformidade com todos os envolvidos, a melhor forma de preservar a qualidade do audiovisual brasileiro, adotando padrões técnicos universais e aperfeiçoando os procedimentos ao longo do processo produtivo. Esse é um momento de acelerada transformação tecnológica – com todas as dificuldades e percalços que isso implica, e àABCcumpre agir no sentido de assegurar ao público a melhor qualidade possível na apresentação da obra audiovisual.
Saiu na edição de setembro daRevista Produção Áudiouma matéria sobre os bastidores da trilha sonora da minissérie “9mm: São Paulo” da FOX, dirigida porMichael Ruman, abordando a pós-produção de som e o amadurecimento dentro dos processos de realização do seriado para a construção de uma banda sonora de qualidade. Clique na imagem abaixo para acessar a versão eletrônica da revista e conferir a matéria na íntegra nas páginas 26 a 36.
De 20 a 23 de setembro acontece na Escola de Comunicação daUFRJno Rio de Janeiro oXV Encontro Internacional da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual(SOCINE). Com uma variedade de trabalhos sobre o universo do cinema e do audiovisual, o destaque vai para aqueles que contemplam o som cinematográfico. Com o recorde de propostas de comunicação, os Sound Studies se firmam como uma realidade permanente também no Brasil. Os trabalhos foram divididos nas seguintes sessões:
Este ano o filme Tropa de Elite 2 recebeu 8 troféus no10º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, considerado o “Oscar” brasileiro. O de Melhor Som estava na lista.
Por volta de novembro e dezembro do ano passado, época em que Tropa de Elite 2 estava estourado nas salas de cinema de todo o Brasil, eu passei a me questionar sobre como se deu o processo de construção sonora no filme que se tornara a maior bilheteria da história do país. Após não ter encontrado nenhum material que falasse sobre a etapa de pós-produção de som do filme, decidi então investigar sobre.
O resultado foi um artigo sobre desafios do som no cinema brasileiro e o processo de finalização de som de Tropa de Elite 2.
Produção Sonora no Cinema Contemporâneo: um olhar sobre desafios do som no cinema brasileiro e o processo de finalização de som do filme “Tropa de Elite 2”.
O que me instiga agora é entender por quê ainda são poucos os festivais nacionais que premiam o som. E outra.. como de fato é feito a escolha de melhor som de um filme nessas premiações?