Apr
19
2013

Artesãos do Som* conversou com os supervisores de edição de som Alessandro Laroca e Eduardo Virmond sobre o trabalho sonoro no longa de animação Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi. Nessa entrevista, Laroca e Virmond falam sobre o desafio de criar os sons de um filme que se passa em quatro épocas distintas, sobre as peculiaridades do trabalho de som para animação e sobre a metodologia de trabalho empregada no 1927 Audio, estúdio onde os dois são sócios, e que é um dos mais importantes centros de pós-produção sonora do país.
Artesãos do Som: Como é que surgiu a proposta de trabalhar no filme?
Alessandro Laroca: Esse é um projeto bem antigo. Em que ano mesmo ele apareceu para gente, Eduardo?
Eduardo Virmond: Acho que ele surgiu logo depois do Tropa de Elite 2, em 2010. A pré-estréia do Tropa coincidiu com a primeira reunião em Curitiba do Uma História de Amor e Fúria. A gente encontrou com a Helena (Maura) que, a essa altura, já estava montando o filme. O filme é dividido em 4 períodos, 4 episódios. Nesse momento, os episódios 2 e 3 já estavam bem adiantados. O primeiro só tinha uns animatics e o quarto não existia ainda.
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Apr
16
2013

Após ter participado do seminário “O Som no Cinema Contemporâneo: conceitos e novas tecnologias”, na Semana ABC 2012, o diretor de som argentino Guido Berenblum nos falou sobre a importância de pensar a sonoridade de um filme durante todo o processo da sua criação. No seminário, que aconteceu na Cinemateca Brasileira em São Paulo no dia 11 de maio de 2012, Berenblum destacou partes do roteiro do filme O Pântano (2001), escrito e dirigido pela cineasta Lucrecia Martel, nos quais apareciam indicações sonoras concretas. Segundo Berenblum, o trabalho de um diretor de som perpassa pela concretização dessas indicações sonoras do roteiro, pela definição das escolhas técnicas e de um fluxo de trabalho com o som ao longo do processo criativo do filme. Conversas prévias à gravação do som podem, antes de tudo, definir um “modo de acercarse” uma opção estética para o filme que inclua os sons.
Técnico de som direto e editor de som cinematográfico, Guido Berenblum é diretor de som dos filmes A Mulher Sem Cabeça (2008) e A Menina Santa (2004) da cineasta Lucrecia Martel; Café dos Maestros (2008) de Miguel Kohan; Hamaca Paraguaya (2006) de Paz Encina; Los Guantes Magicos (2003) de Martin Rejtman; Garage Olimpo (1998) de Marco Bechis, entre outros. Ministra a oficina “Edição de Som em Formato 5.1”, na Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños (EICTV) desde 2010.
Em conjunção à conversa inicial, anexamos uma segunda parte da entrevista, realizada em Buenos Aires (julho de 2012), na qual Berenblum falou sobre temas relacionados ao uso do som nas películas em que trabalhou como diretor de som, sobre o início da sua carreira profissional e sobre sua parceria com a cineasta Lucrecia Martel.
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Jan
14
2013
Foto: Beatrice Sasso
Walter Goulart é um dos profissionais do som cinematográfico mais experientes do Brasil em atividade. Com mais de 50 anos de carreira e uma centena de filmes no currículo, é pioneiro da captação e da engenharia do som no país. Destaque para seu trabalho sonoro nos filmes O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (Glauber Rocha, 1969), Pindorama (Arnaldo Jabor, 1971), São Bernardo (Leon Hirszman, 1972), Dona Flor e Seus Dois Maridos (Bruno Barreto, 1976), dentre muitos outros.
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Nov
20
2012

A RUA – Revista Universitária do Audiovisual publicou recentemente uma entrevista realizada pelo colaborador Hugo Reis com o técnico de som direto Raul Locatelli. Segue a entrevista na íntegra:
Raul Locatelli é uruguaio, mas escolheu a Cidade do México para viver e exercitar seu ofício: técnico em captação de som direto. Adquiriu experiência na publicidade e hoje se dedica ao cinema, apostando em parcerias com proeminentes diretores do cinema mexicano contemporâneo. Entre os vários filmes nos quais trabalhou destacam-se Los Bastardos (Amat Escalante, 2008), Parque Vía (Enrique Rivero, 2008) e Luz Silenciosa (Carlos Reygadas, 2007). Este último, distribuído no Brasil pela Imovision, garantiu-lhe reconhecimento internacional após receber o prêmio de “melhor som” no Festival de Havana e no Cine Ceará: Festival Ibero-americano de Cinema. Nessa entrevista, realizada em seu apartamento na Cidade do México, Raul contou sobre suas experiências, seus procedimentos de trabalho, sua relação com a tecnologia e ainda sobre o pensamento sonoro de novos diretores do cinema mexicano como Carlos Reygadas e Amat Escalante.
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Oct
21
2012

O mixador norte-americano Tom Fleischman foi o convidado de honra desse ano do workshop de som dado pelo lendário Chris Newman no Festival do Rio. Premiado recentemente com o Oscar de melhor som por “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese, (filme que veio apresentar pessoalmente no festival), Fleischman é colaborador de muitos anos de cineastas nova-iorquinos como o já citado Scorsese, sua parceria mais duradoura, (mixa seus filmes desde a obra-prima “Touro Indomável”), Spike Lee e Brian de Palma (tendo mixado, inclusive, um dos meus filmes favoritos e provavelmente de muitos que trabalham com som para cinema, “Blow Out – Um Tiro na Noite”). Essa pequena entrevista foi realizada por Rodrigo Maia Sacic, Eduardo Santos Mendes e Bernardo Marquez logo após o workshop. Nela Fleischman não conta, infelizmente, nenhum segredo sobre como ele consegue criar trilhas sonoras tão poderosas (nenhum foi revelado durante o workshop também, para o alívio dos que não puderam estar presentes). Talvez porque ele não exista mesmo – ainda que a mixagem se assemelhe a um processo alquímico, sempre sugerindo tais e tais segredos. Sobram, no entanto, na fala de Fleischman um entusiasmo e paixão por esse ofício que doravante só pode ser considerado como “técnico” pelos muito mal informados.
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Oct
15
2012

Aproveitando o workshop de som realizado pela RioMarket em parceria com o Festival de Cinema do Rio de Janeiro em setembro deste ano, o Artesãos do Som fez uma rápida entrevista com o renomado e premiado técnico de som direto Chris Newman, responsável pelo som direto de filmes como ”O Poderoso Chefão”, “O Silêncio dos Inocentes”, “O Paciente Inglês”, dentre muitos outros. Vale destacar que Chris ganhou 3 Oscars de melhor som ao longo da carreira com os filmes “O Exorcista”, “Amadeus” e “O Paciente Inglês”.
Artesãos do Som: Como surgiu o interesse de você vir ministrar os workshops aqui no Brasil? Continue lendo
Sep
11
2012

Hernani Heffner, além de uma das maiores autoridades em preservação audiovisual no Brasil, é também o curador do 6º Festival Cinemúsica que aconteceu nos dias 6 a 9 de setembro na cidade de Conservatória-RJ. O Artesãos do Som esteve presente no festival e realizou uma entrevista com este grande pesquisador do cinema brasileiro.
Artesãos do Som: Ao longo da sua história com o cinema brasileiro, onde ou quando surgiu o interesse para com o som e de onde veio a iniciativa de fazer um festival voltado para a trilha sonora dos filmes? Continue lendo
Aug
7
2012

Quem acompanha o cotidiano da pós-produção do cinema brasileiro, sempre esteve acostumado com o flerte dos produtores brasileiros com editores de som, mixadores ou mesmo estúdios do exterior desde sempre. Já nos tempos de Vera Cruz, passando pela “importação” de editores como Emanuelle Castro nos anos 1970 (“Bye Bye Brasil”, de 1979, “O Beijo no Asfalto”, de 1981), passando pela necessidade de intercâmbio desde os anos 1980 com estúdios americanos – muito por conta da introdução e da implementação do sistema Dolby no cinema nacional –, e frequentemente verificando muitos filmes nacionais tendo o som ou editado ou mixado nos estúdios da Filmosonido, de Marcos de Aguirre, no Chile, a produção nacional sempre apresenta uma co-operação com técnicos estrangeiros.
Recentemente, uma das presenças mais constantes no universo da mixagem dos filmes nacionais é a do mixador Branko Neskov. Num espaço de tempo de cinco anos, Branko apresenta em seu currículo créditos como “Chico Xavier”, “Primo Basílio”, “Céu de Suely”, “Budapeste” e “Muito Gelo e Dois Dedos d’Água”. E a participação que inicialmente se restringia a filmes que iam ao encontro de Branko para mixagem em seu estúdio Obviosom em Lisboa, Portugal, aos poucos tem-se expandido, com sua visita frequente para mixagens em estúdios brasileiros. Continue lendo
Jul
18
2012

A Revista LAIKA, uma iniciativa do Laboratório de Investigação e Crítica Audiovisual (LAICA), grupo de pesquisa do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, acaba de publicar uma entrevista com os editores de som Fernando Henna e Daniel Turini da Confraria de Sons & Charutos. Responsáveis pelo desenho de som do longa-metragem “Trabalhar Cansa” (Marco Dutra e Juliana Rojas, 2011), a entrevista foi realizada por Gabriela Cunha, técnica de som direto do filme que ganhou o prêmio de Melhor Som em 2011 no extindo Festival de Paulínia.
A entrevista, a qual tomo a liberdade de posta-la aqui, foi transcrita por Mônica Porcho e editada por Sabina Anzuategui.
Link original: Sobre o Design de Som do filme Trabalhar cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra.
Ver também: A Finalização de Som em Trabalhar Cansa.
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May
29
2012

Para ressaltar a importância da edição de diálogos nos filmes, valorizar esse trabalho e passar algumas dicas para os iniciantes na área, convidamos a editora de diálogos Nathalia Rabczuk para uma entrevista. Formada em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP em 1993, Nathalia dirigiu e produziu o curta-metragem Escuridão (1994) e o documentário O Ritmo de São Paulo (1994). Atua na área de pós-produção de filmes tanto no campo da imagem, quanto de som, tendo trabalhado em filmes como Boleiros (Ugo Giorgetti, 1998), Dois Córregos (Carlos Reichenbach, 1999), Lavoura Arcaica (Luiz Fernando Carvalho, 2001), Vinho de Rosas (Elza Cataldo, 2005), Crime Delicado (Beto Brant, 2005), Sem Controle (Cris D’amato, 2007), O Palhaço (Selton Mello, 2011), dentre diversos outros.
Artesãos do Som: Como foi que você decidiu se especializar em edição de diálogos? Conte sua trajetória e como aprendeu a editar diálogos.
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