May 1 2014

Entrevista com o sound designer Edson Secco

Edson Secco

Músico de formação e com uma experiência anterior no teatro, Edson Secco reúne em seu trabalho no cinema uma série de qualidades que justificam o uso do termo sound deigner, de um modo geral ostensivamente mal utilizado, para qualificá-lo: seja por pensar o som dos filmes como um todo integrado (relativizando distinções entre música e ruído, por exemplo); seja pela multiplicidade de funções que exerce e que conferem uma unidade estilística ao seu trabalho; seja ainda por sua colaboração precoce, ainda na etapa do roteiro, em muitos dos projetos dos quais participou. Nessa conversa, Edson Secco falou ao Artesãos do Som do seu percurso profissional e de sua abordagem pessoal do som no cinema.

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Mar 29 2014

A Arte do Som Direto

O Técnico de Som Direto Walter Goulart, um dos profissionais do som cinematográfico mais experientes do Brasil em atividade, comenta a arte do Som Direto em entrevista a David Pennington em 08/09/2013, durante o 7º Festival CineMúsica e o I Encontro Nacional de Profissionais de Som do Cinema Brasileiro.

 

 


Jul 2 2013

Entrevista com a editora de som francesa Cecile Chagnaud

Cecile Chagnaud é uma montadora, editora de som e fotógrafa francesa que recentemente esteve no Brasil para um bate-papo realizado no Museu de Imagem e Som de São Paulo sobre o trabalho com o som no cinema. Na ocasião houve também a exibição do filme A Loucura de Almayer (Chantal Akerman, 2011), no qual Cecile foi responsável pela edição de som. Artesãos do Som esteve lá e registrou algumas palavras da profissional francesa.

 

Artesãos do Som: Como e quando você começou a trabalhar ou a se especializar em som pra cinema?

Cecile Chagnaud: Eu estudei Etnologia. Depois estudei montagem na FEMIS e no último ano fiz um estágio para me especializar em montagem de som, sobre os equipamentos necessários de montagem virtual (Solid State Logic, depois AKAI DD1500 Digital Audio Workstation e depois Pro Tools). Fiz também estágios no IRCAM sobre os softwares Audio Scult e Max MSP que me abriram novos horizontes ao adentrar mais nas especificidades do som, em uma aproximação mais musical. Cheguei a criar sons e componentes musicais para espetáculos ao vivo (com atores e público), como por exemplo, em espetáculos de Penelope Hausserman.

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May 24 2013

Homenagem a Juarez Dagoberto: grande lenda do som no cinema brasileiro

Com tristeza, recebemos a notícia da morte do técnico de som Juarez Dagoberto, aos 81 anos, no dia 23 de maio de 2013. Um grande guerreiro do som direto, uma grande perda para o cinema brasileiro. Juarez Dagoberto foi o responsável pelo som direto de filmes como Macunaíma (1969) e Os Inconfidentes (1972), ambos de Joaquim Pedro de Andrade, Eles Não Usam Black Tie (Leon Hirszman, 1981), trabalhou também com diretores como Nelson Pereira dos Santos e Wener Herzog, dentre muito outros.

Para homenagear Juarez, um dos pioneiros do som direto no Brasil, acima está disponível um trecho da entrevista dele para o documentário Vulgo Som. E abaixo, Tide Borges (técnica de som direto e professora da FAAP) conta um pouco da sua história com essa grande lenda do som no cinema brasileiro. E também disponibiliza a entrevista que realizou com Juarez para sua dissertação de mestrado “A Introdução do Som Direto no Cinema Documentário Brasileiro na Década de 1960“.

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Apr 19 2013

O Som de “Uma História de Amor e Fúria” – Entrevista com Alessandro Laroca e Eduardo Virmond

 

Artesãos do Som* conversou com os supervisores de edição de som Alessandro Laroca e Eduardo Virmond sobre o trabalho sonoro no longa de animação Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi. Nessa entrevista, Laroca e Virmond falam sobre o desafio de criar os sons de um filme que se passa em quatro épocas distintas, sobre as peculiaridades do trabalho de som para animação e sobre a metodologia de trabalho empregada no 1927 Audio, estúdio onde os dois são sócios, e que é um dos mais importantes centros de pós-produção sonora do país.

 

Artesãos do Som: Como é que surgiu a proposta de trabalhar no filme?

Alessandro Laroca: Esse é um projeto bem antigo. Em que ano mesmo ele apareceu para gente, Eduardo?

Eduardo Virmond: Acho que ele surgiu logo depois do Tropa de Elite 2, em 2010. A pré-estréia do Tropa coincidiu com a primeira reunião em Curitiba do Uma História de Amor e Fúria. A gente encontrou com a Helena (Maura) que, a essa altura, já estava montando o filme. O filme é dividido em 4 períodos, 4 episódios. Nesse momento, os episódios 2 e 3 já estavam bem adiantados. O primeiro só tinha uns animatics e o quarto não existia ainda.

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