Jan 5 2015

O Som de “Relatos Selvagens” – Parte IV

Quarta e última parte da conversa sobre o som de “Relatos Selvagens” (Damian Szifrón, 2014) que ocorreu na CAPER 2014 (Câmara Argentina de Provedores e Fabricantes de Equipamentos de Radiodifusão). Falamos um pouco de dublagens.

O editor de diálogos de “Relatos Salvajes” foi Nahuel Palenque. As tarefas de edição foram tão trabalhosa que outro editor, Matías Vilaro, ficou responsável apenas pelo ajuste das dublagens, para não sobrecarregar ainda mais Nahuel. Durante a conversa não citei Nahuel Palenque. Mas aqui lhe dou o crédito.

José Luis Díaz, no início da conversa, mostra um trecho do filme “Vino para Robar”. José Luis chama a atenção para a frase “is not my fault”, onde é possível ouvir um ruído de fundo (as rodas do carro de travelling). Continue lendo


Dec 23 2014

O Som de “Relatos Selvagens” – Parte III

Terceira parte da conversa sobre o som de “Relatos Selvagens” (Damian Szifrón, 2014) que ocorreu na CAPER 2014 (Câmara Argentina de Provedores e Fabricantes de Equipamentos de Radiodifusão).

Gustavo Santaolalla conta brevemente sua relação com “Relatos Selvagens”, num vídeo mandado para a conferência. Fala também sobre edição básica de música.

José Luis Díaz comenta que a música é um elemento importante em um filme. O responsável pela música de “Relatos Selvagens” foi Gustavo Santaolalla, que mora em Los Angeles. Por isso ele não esteve presente na conferência e mandou um vídeo falando do processo de trabalho no filme. O primeiro contato dele com o filme foi quando estava de férias com sua família em Mendonza – Argentina, quando a produtora conseguiu entrar em contato com ele. Meses depois, de volta a Argentina, Gustavo toma conhecimento das histórias de “Relatos Selvagens” a partir da indicação de um amigo. Depois de ler o livro com os contos de “Relatos Selvagens“, Gustavo pede para que seu amigo lhe apresente a Damian Szifrón, pois queria participar do filme. Finalmente, na Bélgica, os dois se conheceram pessoalmente. Na ocasião acontecia o festival de Ghent, festival de música e teatro, onde Gustavo Santaolalla participava como jurado.

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Dec 20 2014

O Som de “Relatos Selvagens” – Parte II

Segunda parte da conversa sobre o som de “Relatos Selvagens” (Damian Szifrón, 2014) que ocorreu na CAPER 2014 (Câmara Argentina de Provedores e Fabricantes de Equipamentos de Radiodifusão). O tema desta segunda parte foi o desenho sonoro de ambientes e efeitos. Quem fala sobre este assunto é o editor de som Gonzalo Matijas.

José Luis Díaz, sound designer do filme, comenta que o editor Pablo Barbiere trabalhou bastante. Quando ele terminou, o diretor seguiu editando e mudando a ordem das histórias dentro do filme. E este trabalho durou muito tempo. Quando o diretor terminou de editar, o material foi para pós-produção de som e Gonzalo Matijas começou a fazer o desenho de ambientes e efeitos do filme (ao mesmo tempo que Nahuel Palenque fazia a edição de diálogos).

Gonzalo comenta que um dos maiores desafios do filme foi lidar com 6 histórias diferentes, cada uma com seus momentos de tensão narrativa e desfecho independentes. Num filme normal, existem alguns momentos chaves onde o desenho de ambientes e efeitos é mais exigido. Em “Relatos Salvajes” haviam 6 histórias. Cada uma com suas complicações narrativas que exigiam mais do trabalho de desenho de som. O trabalho do som direto de fazer coberturas de sons nas locações (wild track) facilitou bastante o trabalho na pós-produção.

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Dec 18 2014

O Som de “Relatos Selvagens” – Parte I

Primeira parte da conversa sobre o som de “Relatos Selvagens” (Damian Szifrón, 2014) que ocorreu na CAPER 2014 (Câmara Argentina de Provedores e Fabricantes de Equipamentos de Radiodifusão).

O filme”Relatos Selvagens” é formado por 6 histórias diferentes que têm como mote a violência. O tema desta primeira parte foi a captura de som direto. Quem fala sobre este assunto é Javier Farina, diretor de som direto do filme.

Javier comenta que o fato do filme ser formado por 6 histórias diferentes trouxe um agravante no momento da captação de som direto. Num filme usual, onde há apenas 1 história central com os mesmos personagens do início ao fim, o técnico em som direto acaba conhecendo bem cada ator e isso ajuda no momento de planejar a captação de som. No caso de Relatos Selvagens, a equipe tinha cerca de 2 semanas para filmar cada história, a dificuldade era tentar conhecer uma quantidade enorme de personagens em pouco tempo. Isso fez com que o trabalho durante as filmagens fosse bem dinâmico. Era como se estivessem filmando 6 filmes num espaço de tempo de um longa.

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Sep 9 2014

Que mistérios escondem as Trilhas Sonoras?

arte do artista

O programa A Arte do Artista da TV Brasil, produziu uma edição especial para “desvendar os mistérios que estão por detrás das trilhas sonoras, um gênero artístico que reúne música, vozes, ruídos e inúmeros efeitos sonoros, para dar mais vida e emoção a filmes, novelas, peças de teatro e programas de televisão”.

O programa conta com o depoimento de renomados profissionais da área como o compositor David Tygel, o maestro e produtor musical Tato Taborda, o gerente-executivo de música da TV Brasil Ricardo Vilas, e Flavia Ventura, que compõe algumas trilhas para o próprio Arte do Artista.

Confira na íntegra o programa “Que mistérios escondem as Trilhas Sonoras?” na página: A Arte do Artista