Oct 31 2016

Entrevista com Vasco Pimentel, diretor de som Português

vasco

Durante a 40ª Mostra de São Paulo, Vasco Pimentel aos 59 anos, mais da metade deles dedicados a trabalhar com o som em filmes de diretores como Manoel de Oliveira, Raúl Ruiz, Wim Wenders, Werner Schroeter, João César Monteiro e Teresa Villaverde, concedeu uma interessantíssima entrevista exclusiva para Adriano Garrett do portal cinematográfico Cine Festivais.

Na entrevista, Vasco Pimentel falou com abrangência sobre trajetória, profissão, visão de mundo, relação com o Brasil, entre outras coisas.

Confira a entrevista na íntegra: “Não consigo parar de remixar o mundo” conta o diretor de som Vasco Pimentel.

 


Sep 27 2016

1927 Audio: construindo práticas de trabalho

Foto de 1927 Audio

Localizado em Curitiba, o 1927 Audio é um dos estúdios mais importantes de pós-produção de áudio do país. Nessa entrevista, Alessandro Laroca e Eduardo Virmond, os dois responsáveis pelo 1927, falam de sua formação profissional e de como estabeleceram a estrutura de trabalho do estúdio ao longo dos últimos anos.

Rodrigo Maia Sacic: Como vocês vieram a trabalhar com cinema?

Alessandro Laroca – Eu comecei com a música. Desde os meus 16 anos, eu queria ser músico. Mas acabei entrando para faculdade de arquitetura porque aquilo parecia muito distante. Fiz dois anos do curso e acabei trancando pra me dedicar à música. Foi quando eu me mudei pra São Paulo a essa idéia de trabalhar com música. Durante o curso de arquitetura, eu já tinha interesse em cinema, mas não pensava em trabalhar com isso. Depois da minha chegada em São Paulo, eu descobri que existiam faculdades de cinema lá, o que era algo que eu sequer imaginava que existisse até então. Naquela época, só existiam 3 faculdades de cinema no Brasil inteiro: a USP, a FAAP e a UFF aí no Rio. Eu fiz vestibular pra FAAP e passei. Isso foi em 93.

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Jun 13 2016

O Som Direto por Jorge Saldanha!

“O interprograma 3×4 oferece uma mostra de profissionais de cinema de diversas áreas, aqui temos a apresentação da área de som direto no cinema, por Jorge Saldanha. Mais de 80 longas metragens realizados.”

Fonte: Tabocas Filmes


Jun 13 2016

Entrevista com o técnico de som Pernambucano, Guga S. Rocha

“Guga Rocha ministrou, de 3 a 7 de fevereiro de 2014, o módulo ‘A Linguagem do Som no Audiovisual’ no Curso de Realização em Audiovisual da Vila das Artes. O módulo, que faz parte do ciclo Imagem e Narrativa, trabalhou a análise e a construção da linguagem sonora do filme explorando aspectos como a percepção sonora e espaço acústico; o som e a construção do espaço no filme; a linguagem do som no filme; relação sons organizados e ruídos; e possibilidades estéticas da continuidade e da descontinuidade do som no filme. Guga é graduado no Curso de Bacharelado em Arte e Mídia pela Universidade Federal de Campina Grande e Especialista em Estudos Cinematográficos pela UNICAP- PE, integrou o coletivo Sétima Multimidia. Tem experiência na área de Desenho de Som em cinema e video, com ênfase em Instrumentação, música e Arte Sonora. No vídeo é possível conferir uma entrevista realizada com Dubois durante o tempo que ele passou na Vila.”

 Fonte: Vila das Artes.

Mar 17 2015

Sonoridades no Cinema Brasileiro: Guile Martins e o som de “A Cidade é Uma Só?”

Guile

Entrevista com Guile Martins, responsável pelo desenho de som de A Cidade é Uma Só” (Adirley Queirós, 2011).

Guilherme Farkas: Como você entrou no “A cidade é uma só” ? Você tem uma relação anterior com o Adirley? 

Guile Martins: Conheci o Adirley em 2006, durante um festival de cinema em Florianópolis. Nossos curtas estavam sendo exibidos, ele com “RAP – O canto da Ceilândia” e eu com o “Sobre a Maré”. Conversamos muito, mas acho que mais sobre futebol do que cinema. Nos reencontramos em 2009, no festival de Brasília, eu estava lá apresentando o documentário “Tarabatara”, no qual fiz som direto e edição de som. Nesse tempo fui conhecer a ceilândia, tomar banho de cachoeira em águas lindas de Goiás, algo que me alegrou muito, arejou um pouco a angustia de estar em Brasília, no plano piloto, um lugar desconhecido e inóspito pra mim. Na Ceilândia ouvi os carros de som, os vendedores da feira, gente andando nas ruas, jogos de futebol em cada esquina, enfim, uma paisagem humana e sonora muito diferente do plano piloto e do circuito do festival de cinema. Foi aí que assisti o “Dias de Greve”, na casa do Adirley e conversamos mais sobre som, como aproveitar os sons da Ceilândia e de outras quebradas, sem recorrer ao recurso de “som de tiro e sirenes ao longe”, que tanto o incomodava enquanto proposta estética. Falamos sobre os sons que desaparecem com o tempo, o amolador de facas, um vendedor de biju…

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