Mar 10 2013

O som no cinema contemporâneo: conceitos e novas tecnologias

A Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) que já está nos preparativos da Semana ABC 2013, disponibilizou para download os vídeos das mesas da Semana ABC 2012 que aconteceu entre os dias 09 e 11 de maio do ano passado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O destaque vai para a Mesa 9 com o tema: “O som no cinema contemporâneo: conceitos e novas tecnologias“.

“A opção estética de um filme influencia diretamente as escolhas técnicas e o fluxo de trabalho com o som. Discutir o uso do som no cinema contemporâneo é refletir sobre a importância de se pensar a sonoridade de um filme durante todo o processo criativo, isto é, desde o roteiro. Em última instância, é também analisar a contribuição das novas tecnologias para o processo criativo”

Participação do convidado internacional Guido Berenblum (técnico de som direto, editor e diretor de som argentino).

Palestrantes: Eduardo Santos Mendes (sound designer e professor de som da ECA/USP) e Tide Borges (técnica de som e professora da disciplina “Direção de Som” na FAAP).

Mediador: Bernardo Marquez (editor de som, pesquisador, professor e realizador do site www.artesaosdosom.org)

Confira os vídeos das outras mesas pelo link: Semana ABC 2012


Mar 2 2013

A Produção Sonora de “Os Miseráveis”

O vencedor do Globo de Ouro 2013 de melhor musical e vencedor do Oscar 2013 de melhor mixagem “Os Miseráveis” (Tom Hooper, 2012) protagonizou um processo de produção sonora inédito na história dos musicais. Pela primeira vez, todas as ações e as canções foram gravadas totalmente com som direto. Contando com o excelente trabalho do técnico de som direto Simon Hayes, do supervisor de edição de música Gerard McCann e suas equipes, o som da superprodução foi destaque na revista Audiomedia de dezembro de 2012 (artigo em inglês) e no texto O Som e a Fúria do site d’O Globo Cultura. Assista também o vídeo sobre o processo de gravação do filme:

 


Feb 24 2013

Por uma Consciência Sonora

Ampliar a consciência das pessoas para com o potencial do som e o quanto ele nos afeta diariamente é um grande desafio contemporâneo. Julian Treasure, autor do livro Sound Business e que ha mais de 10 anos trabalha com a matéria sonora e estuda seu impacto nos seres humanos, é também um novo expoente da importância do desenvolvimento de uma melhor compreensão do universo de sons que nos cerca.

Nos vídeos abaixo você confere quatro palestras realizadas por Julian Treasure para a fundação TED sobre como melhor podemos utilizar nossos ouvidos:


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Feb 18 2013

“Estúdio 3″ JLS e o fim de uma era do som no cinema brasileiro

Hoje, 18 de fevereiro de 2013, um pouco da história do som no cinema brasileiro deixou de existir. Depois de 15 anos ininterruptos de atividades, desmontamos o velho “ESTÚDIO 3” da JLS Facilidades Sonoras, que foi a primeira sala credenciada pela Dolby Laboratories no Brasil para mixar filmes com som Dolby Digital 5.1. Nele, foram mixados mais de 190 filmes de longas-metragens, algo como 200 curtas, pelo menos 40 Print Masters em Dolby Digital de filmes mixados em outros estúdios, além de algumas dezenas de restaurações sonoras como: a obra de Glauber Rocha, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Mazzaropi, entre tantos outros cineastas que fizeram e ainda fazem parte da história do nosso Cinema.

A velha mesa Cinemix, a primeira que chegou neste país em maio de 1998 para atender ao então “novo formato sonoro” (Dolby Digital), assim como um velho Wave Frame e tantos outros equipamentos da “velha guarda analógica”, agora não mais existe. Digamos que essa maravilhosa parafernália “análoga-digital” foi ao encontro de tantas outras que hoje não faz ou tem um maior sentido operacional. Enfim… Aqui fica meu registro de um momento muito triste, porém que dará início ao novo “ESTÚDIO 3”, totalmente reformado e modernizado.

Abraços,

Zé Luiz Sasso

Confira as fotos do finado “Estúdio 3″ abaixo:

Como era até 15/02/2013

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Feb 5 2013

Vulgo Som!

Vulgo Som é um documentário sobre a concepção sonora para o audiovisual com depoimentos de compositores de música para imagem, editores de som, especialistas e estudiosos do som. Dirigido por Almir Chiaratti, o projeto também conta com uma web série realizada a partir do material produzido para o documentário.



No primeiro episódio, você confere o depoimento do produtor musical David Tygel sobre as relações entre diretor e compositor.


Jan 30 2013

Homenagem a Stefan Kudelski: inventor do Nagra

O cinema sonoro trilhou um longo caminho até que soluções técnicas e mercadológicas fossem encontradas para o seu total estabelecimento. A primeira solução encontrada foi a gravação em discos (de 1927 a 1932) que logo foi substituída pela gravação ótica, que depois foi substituída pela gravação magnética e depois pela digital.  

A gravação magnética do som foi descoberta pelos alemães durante a II Guerra Mundial. Somente com a invasão da Alemanha, em 1945, é que os aliados tiveram acesso ao gravador Magnetofone. A partir daí, os americanos desenvolveram esta tecnologia para ser usada nos estúdios de cinema. Mesmo substituindo a tecnologia da gravação ótica do som pela gravação magnética nas filmagens, usando gravadores como o Rangertone ou o Ampex, estes gravadores ainda eram pesados (quase 30 Kg) e precisavam ser alimentados pela rede elétrica ou por geradores para manterem o sincronismo com a câmera, não eram portáteis.

Foi nesse cenário que surgiu um gravador magnético de som portátil que fez história: o Nagra, e que se tornou um sinônimo de gravador para cinema durante mais de 20 anos. Em 1948, o pequeno transistor substitui as válvulas e, em 1951, o polonês radicado na Suíça, Stefan Kudelski, desenvolve o primeiro gravador portátil de som em fita magnética, chamado Nagra I. O nome “Nagra” vem do polonês e quer dizer “vai gravar”.

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Jan 25 2013

O Som no Cinema como Campo de Pesquisa

O Grupo Estudos do Som e da Música no Audiovisual (GESSOMA), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som e ao Departamento de Artes e Comunicação da UFSCar, disponibilizou o vídeo de registro do debate promovido esta semana com o tema “O som no cinema como campo de pesquisa”. Os participantes foram os Professores Doutores Fernando Morais da Costa (UFF), Rodrigo Carreiro (UFPE) e Suzana Reck Miranda (UFSCar). Segue o vídeo do debate dividido em duas partes:

Confira também a entrevista com os pesquisadores realizada pela RUA (Revista Universitária do Audiovisual):

 

 


Jan 21 2013

Filme Cultura: extras sonoros

Como extensão de sua edição 58, “O Som Nosso de Cada Filme“, a Revista Filme Cultura também disponibilizou em seu site materiais extras que complementam essa edição dedicada ao som no cinema.

Destaque para o podcast O Lugar do Som que contém o áudio na íntegra da mesa-redonda promovida pela Faculdade de Artes do Paraná em 2012, com os participantes: Ney Carrasco (compositor, professor e coordenador do Grupo de Pesquisa em Música Aplicada à Dramaturgia e ao Audiovisual da Unicamp); Eduardo Santos Mendes (sound designer e professor da ECA/USP); e Alessandro Laroca (editor de som, sound designer e mixador). A mediação foi de Demian Garcia (professor de Som e Trilha Sonora no curso de Cinema da FAP).

E o estudo audiovisual realizado pela pesquisadora Georgia Cynara sobre o uso de canções em Terra estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas, 1996).

 

Confira mais extras sonoros no siteFilme Cultura

 


Jan 17 2013

O Som Nosso de Cada Filme

32 anos após o lançamento do dossiê “Som e Cinema” na edição 37 da Revista Filme Cultura (considerado uma das primeiras publicações brasileiras centradas especificamente na discussão sobre o som cinematográfico), as configurações sonoras do cinema nacional estão novamente em pauta em sua edição de número 58.

O Som Nosso de Cada Filme” é uma grande homenagem ao universo sonoro cinematográfico brasileiro e conta com artigos de estudiosos e profissionais do som no país; uma entrevista exclusiva com Michel Chion, o mais famoso teórico do assunto; além de uma diversidade de materiais que colaboram para a ampliação da consciência sonora na “sétima arte”.

Dica de leitura obrigatória!


Jan 14 2013

Entrevista com Walter Goulart

Foto: Beatrice Sasso

Walter Goulart é um dos profissionais do som cinematográfico mais experientes do Brasil em atividade. Com mais de 50 anos de carreira e uma centena de filmes no currículo, é pioneiro da captação e da engenharia do som no país. Destaque para seu trabalho sonoro nos filmes O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (Glauber Rocha, 1969), Pindorama (Arnaldo Jabor, 1971), São Bernardo (Leon Hirszman, 1972), Dona Flor e Seus Dois Maridos (Bruno Barreto, 1976), dentre muitos outros.

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